«20 carruagens paradas, <br>20 dias de luta»
Promovida pela Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa (CUTPL), a campanha «20 carruagens paradas, 20 dias de luta», com o objectivo de denunciar a degradação do serviço de transportes no Metropolitano de Lisboa, terminou na segunda-feira, 21, com uma concentração no interface do Campo Grande.
Em comunicado, os utentes lembram que «as constantes perturbações» nas linhas prendem-se, principalmente, por «falta de trabalhadores» e porque «não existe material circulante em condições de segurança para fazer face às necessidades de circulação da população».
Assim, exige-se, entre outras medidas, a «contratação de trabalhadores em falta», «mais investimentos para fazer a manutenção do material circulante», «obras de alargamento da estação de Arroios» e reduzir «o preço dos transportes públicos».
O Ministério do Ambiente parece estar sensibilizado para a necessidade de uma intervenção nesta matéria, tendo-se comprometido a adquirir rodas e outros materiais para os equipamentos do Metropolitano actualmente imobilizados. A informação foi prestada durante uma reunião do titular da pasta, João Pedro Matos, com uma delegação da CGTP-IN para debater as empresas públicas do sector dos transportes, em que o ministro se mostrou também sensível à questão da contratação de pessoal, bem como à articulação do funcionamento das empresas na prestação do serviço público.